segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sociedade do Conhecimento



Objetivos estratégicos que contribuem para a
“Sociedade do Conhecimento”





O planeta exige um pensamento policêntrico capaz de apontar o universalismo, não abstrato, mas consciente da unidade/diversidade da condição humana; um pensamento policêntrico nutrido das culturas do mundo. Educar para este pensamento é a finalidade da educação do futuro, que deve trabalhar na era planetária, para a identidade e a consciência terrenas.
                                                                                                      (Morin,1921: 64-65)




Vivenciamos nos dias de hoje uma série de mudanças paradigmáticas, tanto do ponto de vista sociocultural como económico, tecnológico, científico, entre outros.
A educação, como pilar fundamental e indissociável nesta mudança tem naturalmente que saber articular-se com esta sociedade em permanente transformação e evolução. Todavia, o (s) sistema (s) educativo (s), os seus colaboradores e a comunidade educativa em geral, não podem nem devem, limitar-se apenas a acompanhar este processo evolutivo mas, e sobretudo devem ser os impulsionadores deste desenvolvimento, tendo como atores centrais, o indivíduo e a sua inclusão e formação integral, nesta nova sociedade multicultural, denominada de “sociedade do conhecimento”, aliás, a reforçar esta ideia, o Conselho Europeu sublinha que o “maior triunfo da Europa são as pessoas” (Jornal Oficial da UE de 18.12.2006), ou seja, as pessoas é que ditam de acordo com os seus conhecimentos, competências, capacidades, necessidades e ambições, o rumo do futuro. Neste sentido, as estratégias de Lisboa na modernização dos Sistemas Educativos foram: 1- “Melhorar a qualidade e a eficácia dos sistemas de educação e formação na EU; 2- Facilitar o acesso de todos aos Sistemas de Educação e Formação dos Professores e Formadores; 3-Abrir ao mundo exterior os Sistemas de Educação e Formação” (Jornal Oficial das Comunidades Europeias de 14.06.2002).
Para sobreviver nesta sociedade, o indivíduo precisa de ter acesso ao conhecimento. A educação é a via que irá fornecer as ferramentas adequadas para (re) conhecer este conhecimento e acreditar, que é na educação e pela educação, que pode investir estrategicamente em si e na sociedade em que está inserido e da qual faz parte integrante. Traçar o seu projeto de vida e ser o autor da sua própria história, não é apenas um passo gigantesco de evolução pessoal como, denota acima de tudo, que a educação funciona de forma participativa, construtiva e inovadora quando é aplicada uma educação inclusiva e personalizada e se investe no desenvolvimento de competências e qualificações através do triângulo do conhecimento: Educação – Investigação – Inovação e, quando as pessoas tem acesso igualitário ao conhecimento, através do acesso a ambientes de aprendizagem formais, informais e não formais. Cada vez mais a aprendizagem através de ambientes diversificados é uma mais-valia para o ensino/aprendizagem e contribui para o decréscimo do insucesso escolar. Presentemente é imprescindível tornar o ensino/aprendizagem significativo para que despolete a necessidade e a curiosidade de aprender, fomente o diálogo como forma de integração e interação, possibilite o desenvolvimento adequado e necessário do raciocínio lógico e da iniciativa, assim como a possibilidade de exercitar uma cidadania plena e consciente dos deveres e direitos. Porém, esta aprendizagem só é possível na opinião de Delors se “ (…) melhorar o recrutamento, a formação, o estatuto social e as condições de trabalho dos professores, pois estes só poderão responder ao que deles se espera se possuírem os conhecimentos e as competências, as qualidades pessoais, as possibilidades profissionais e a motivação requeridas” (1996:153) a  este investimento, no sentido de melhorar a qualidade da educação e formação dos professores e formadores está implícito a necessidade de atualização e adesão às novas tecnologias, na medida em que estas conquistaram o público em geral e de uma forma muito particular, a nova geração. Por outro lado, oferecem um campo vasto de potencialidades suscetíveis de exploração em diversas áreas da sociedade e de uma forma muito particular, na área da educação.
Na opinião de Delors, as sociedades de informação são “ (…) um duplo desafio para a democracia e para a educação”, (…) Contudo, deve se manter sempre o princípio de igualdade de oportunidades” (1996:66) para todos os intervenientes no processo educativo, mas de uma forma muito particular, o público alvo de intervenção, nomeadamente os alunos.
  Nota-se uma grande evolução nos ambientes de aprendizagem que têm como suporte didático as TIC. Este instrumento pedagógico funciona como um auxiliar na área de novos conhecimentos e de consolidação de outros, assim como propicia a aprendizagem de uma visão crítica sobre o conhecimento, o desenvolvimento do pensamento reflexivo e dedutivo, a capacidade de aprender a conhecer conhecendo e a inovar através da pesquisa e da exploração que as várias ferramentas digitais facultam, como instrumentos pedagógicos em constante atualização. Atualmente, não se concebe o ensino/aprendizagem sem a introdução das TIC como auxiliar pedagógico de consulta diária e/ou de utilização, da mesma forma e com a mesma naturalidade e frequência, com a qual, se manuseia uma ferramenta didática em suporte papel ou outro material adequado para o processo de ensino/aprendizagem.

 





Bibliografia consultada:
-Delors, J. (1996). Educação um Tesouro a Descobrir Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre a Educação para o Séc. XXI. Porto: Edições ASA.

-Morin, E. (1921). Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo : Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000.


- Conselho Nacional da Educação, “Estado da Educação 2013”.
- Jornal Oficial da União Europeia. “Recomendações do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de dezembro de 2006 sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida”
Jornal Oficial das Comunidades Europeias.2002,"Programa de trabalho pormenorizado sobre o seguimento dos objectivos dos sistemas de educação e de formação na Europa".
Ramos, Conceição Castro. "Estratégia de Lisboa - Programa de Trabalho "Educação e
Formação 2010”.


 

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