domingo, 30 de novembro de 2014

BLENDED LEARNING




TEMA 2




Será que os sistemas educativos estão a ser marcados pelas tecnologias.
 Penso que os sistemas educativos estão cada vez mais a valorizar a integração das novas tecnologias nos diversos contextos de aprendizagem como sendo uma mais-valia para a melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem. Ao longo dos anos, as novas tecnologias tem vindo a tornar-se cada vez mais valorizadas pelo seu potencial didático para a infância e para todos os níveis de ensino/aprendizagem. Segundo investigações efetuadas em escolas e jardins-de-infância, a aprendizagem que os novos media proporcionam ao nível do desenvolvimento da linguagem e da literacia funcionam como instrumentos basilares para o desenvolvimento integral dos educandos. A utilização de várias ferramentas, como os jogos de computador, a internet e os programas abertos, despoletam nas crianças uma maior e melhor desenvoltura na comunicação oral, no trabalho colaborativo e no envolvimento e aquisição dos conteúdos programáticos.
Torna-se inevitável acompanhar a evolução tecnológica, na medida em que contribui para a melhoria do processo de ensino aprendizagem e porque ela tem a capacidade de atrair todas as pessoas, em particular os mais jovens, principalmente se cresceram em ambientes mediados pela tecnologia. A facilidade com que os jovens acedem à informação e interagem com as ferramentas digitais permite desenvolver a capacidade de análise, autonomia, pesquisa, sentido crítico e criativo, assim como interiorizar os conteúdos programáticos de forma mais eficaz e eficiente quando orientados adequadamente por um educador e com software didático adaptado à idade. O docente para desempenhar o seu trabalho com qualidade necessita de formação e atualização na área das tecnologias para que não se iniba de conduzir a aprendizagem com o recurso às ferramentas tecnológicas, pois, para além de constatar que as crianças as dominam com muita rapidez e segurança, reconhece que estas, bem exploradas, facilitam a preparação, organização e atualização da planificação das aulas, assim como constituem um valioso instrumento para avaliar o processo e progresso educativo e a aquisição e aplicação dos saberes de forma mais motivada e integrada.

Bibliografia
- AMANTE, Lúcia (2007). As TIC na Escola e no Jardim de Infância: motivos e factores para a sua integração. Universidade Aberta.
 Helena Furtado

TEMA 2



Traços dominantes dos sistemas educativos europeus.
Nos dias de hoje temos uma melhor e maior perceção do que se passa por todo o planeta, em boa parte, à rápida evolução das TIC, que entraram nas nossas vidas de forma galopante e, com a qual, nos adaptamos até com bastante rapidez, consoante os nossos interesses e necessidades.
 Naturalmente que a nossa atenção prende-se com as pessoas que conhecemos mais de perto e com a quais nos identificamos melhor, seja através da cultura, religião entre inúmeros fatores que podem ir desde a imigração, até à partilha do mesmo espaço geográfico. Como estamos e pertencemos à Europa, ela sempre foi uma referência para nós, pois é uma realidade que sempre nos trouxe muitas influências e com a qual de certa forma nos reconhecemos, por haver alguns traços comuns. Porém, e como diz Ramos (2011), “A Europa não é uma realidade uniforme, nem se poderá falar em rigor, de uma identidade europeia, mas de um mosaico de identidades, cuja diversidade enriquece a ideia de Europa” (p.28). Na verdade, é esta a ideia que ficamos quando falamos dos vários países que fazem parte da Europa e das suas particularidades culturais, políticas, económicas e sociais.
No plano educacional podemos identificar nos sistemas educativos europeus alguns traços comuns, nomeadamente o crescente interesse pela educação pré-escolar, em que de um modo global os poderes públicos investiram nesta área da educação para fazer face “à procura social de instituições de acolhimento e prestação de cuidados infantis” (Ramos, 2013, p.57); na escolaridade obrigatória são adotados os mesmos objetivos, assim como, todos prolongaram o número de anos da escolaridade obrigatória; a introdução de grandes áreas disciplinares com especial tendência para as áreas tecnológicas no ensino secundário; a flexibilização curricular e a descentralização dos programas curriculares (com exceção de Inglaterra e o País de Gales que optou por um currículo nacional); uma maior articulação, entre a formação geral e vocacional e a formação técnica, com possibilidade de prosseguir estudos ao nível superior, os estudantes que tinham optado pela área vocacional; medidas políticas de integração e inclusão educativa com um ensino mais individualizado para colmatar as várias carências sociais de analfabetismo; maior poder de decisão ao nível regional e local, conferindo às escolas uma maior autonomia e aos pais de optarem pela colocação dos filhos nas escolas da sua preferência; o surgimento dos parceiros sociais e a repartição de poderes; a transferência de competências para as regiões, no caso de Portugal, foram concedidas maiores competências às regiões autónomas da Madeira e dos Açores; a modalidade de descentralização por desconcentração regional, onde se assistia a uma certa transferência de competência e alguns poderes de decisão ao nível regional, sendo que tudo estava sobre o controlo administrativo nacional e a inclusão da sociedade na vida educativa das escolas, mais precisamente a introdução de uma comissão de pais e encarregados de educação, a participação das forças vivas da comunidade, nas atividades escolares assim como, a escola também foi ao encontro da comunidade e interagindo com ela de diferentes formas. Relativamente às medidas de responsabilização e de prestação de contas, não existe uma medida única na europa, porém, a avaliação sistémica em todos os níveis do sistema educativo revelou uma tendência para se processar não apenas a avaliação dos alunos, mas igualmente a avaliação do desempenho das escolas, como medida não apenas de controlo do sistema educativo, mas também de regular e orientar as políticas educativas. Por outro lado também se verificou no ensino obrigatório uma vontade de incluir vários intervenientes extra escola, no processo de avaliação do funcionamento da mesma, assim como, de manter a sociedade informada sobre os resultados da avaliação do sistema educativo.

Bibliografia:
RAMOS, C. (2011). Os Sistemas Educativos da União Europeia. Universidade Aberta.

Helena Furtado

TEMA 2

Ficha de Leitura 8
IDEIAS PRINCIPAIS
A educação “ é a principal causa do diferencial de riqueza entre nações e a mais poderosa alavanca de inconformismo perante a “fatalidade” da pobreza pessoal” (Carneiro, 1994, p. 9), a completar esta linha de pensamento e segundo o mesmo autor” A educação é o caminho que melhor emancipa o ser humano da mais abjeta manipulação seja por via dos símbolos, seja pelo apelo continuado aos instintos mais rudimentarmente negativos” (Carneiro, 1994, p. 9). De facto, é através da educação que o homem conseguiu transpor as barreiras políticas, económicas sociais e culturais que têm atravessado os séculos nas suas mais variadas fases de crescimento. Este fenómeno não aconteceu e acontece apenas ao nível da Europa, com as suas revoluções e guerras, como também, um pouco por todo o mundo, com tempos e atuações bem diferenciadas, assim como, com um crescimento ou estagnação característico e ou peculiar de uma forma de pensar e de atuar de determinadas culturas mais enraizadas nos seus hábitos e costumes culturais. Embora, com um presente um pouco por todo o mundo com muito para investir na educação no sentido de a fazer despertar e emancipar-se através da educação, há quem “vislumbre uma sociedade multifacetada e pluridimensional sustentada em três pilares: “A sociedade de Risco, a Sociedade ativa e a Sociedade Educativa”. A sociedade de risco, tal como o nome indica, está aberta à mudança de comportamentos e atitudes através de uma postura de atuação estratégica e de espírito empreendedor, cortando as amarras à mentalidade de assalariado e adotando posturas mais arrojadas de empregabilidade.
 Na sociedade ativa, considerada como uma utopia para o século XXI, prevalece a ideia de um envolvimento e participação da comunidade na sociedade como um direito adquirido. Becker caracteriza esta sociedade em 3 tempos que englobam a vida de um ser humano: o tempo de educação/formação, denominado de investimento, o tempo de produção e o tempo de lazer.
Na sociedade educativa, esta encontra-se fortemente direcionada, como é expectável pelo próprio nome, para o paradigma humano e investimento cultural. A escola é o centro de formação e de desenvolvimento por excelência. O professor é um agente cultural que proporciona a mudança e a inovação e é igualmente o facilitador e orientador das aprendizagens.
O Sistema Educativo proporciona uma educação básica de qualidade para todos, assim como de fazer prevalecer uma sociedade educativa baseada nos valores de equidade, justiça social, igualdade entre outros.
Naturalmente que que este novo paradigma educacional baseado na adaptabilidade e flexibilidade é muito mais apelativo pois aposta no capital humano e no investimento na educação, criatividade e eticidade e não é não de transcendente se considerarmos que o Sistema Educativo é um conjunto de meios que possibilitam o direito à educação que está contemplado na lei como um direito de direito
CARNEIRO, R. (1994). A evolução da Economia e do Emprego. Novos desafios para os Sistemas Educativos no dealbar do Século XXI. Disponível em http://www.cursoverao.pt/c_1995/RCar-01.html.

Comentários pessoais
A integração da escola na sociedade é fundamental, na medida em que o objetivo do ensino não pode ser apenas de crescimento económico, mas também, de aposta no desenvolvimento humano, para que todos possam ter a oportunidade de se sentirem pessoas ativas e fazendo parte integrante da sociedade, ajudando-a a evoluir através do potencial humano e não de uma economia que gere/comanda o homem, como tem vindo a acontecer ao longo da história do ensino/aprendizagem. A contrariar esta tendência, Delors (1999), apresenta uma proposta educativa aliciante para o séc.XXI em “Os 4 Pilares da Educação”. É uma forte aposta nos valores que devem prevalecer em todos os caminhos que orientam à nossa formação/educação, daí a necessidade urgente de se mudar o paradigma da educação e olhar o capital humano como o motor para o desenvolvimento sustentável das sociedades e para uma cultura multicultural de respeito para com o “outro”.
Helena Furtado