sábado, 8 de novembro de 2014

Ficha de Leitura 3



Autor: Ramos, Conceição Castro
Data: 2008
Título: Tendências Evolutivas das Sociedades Contemporâneas
Fonte: "Novos caminhos de avaliação de professores: tendências e estratégias", in Revista ELO nº 15(pp.1-30) Guimarães: Centro de Formação Francisco de Holanda.

Ideias Principais
Segundo Ramos (2007), as principais tendências evolutivas das sociedades contemporâneas são o crescimento da liberdade de escolha dos indivíduos, o domínio da ciência e a complexidade dos conhecimentos humanos e a incerteza, a irracionalidade, o paradoxo da sociedade atual.
A ideia, de certa forma pré-concebida, que era através da educação que podíamos criar um mundo mais informado, mais evoluído, mais justo e mais rico, deixou de certa forma de fazer sentido, na medida em que a sociedade mudou não fruto de um maior e melhor investimento na educação de todos os povos, mas no rápido surgimento de vários fenómenos decorrentes em grande parte, das tecnologias de informação e da comunicação, a uma escala planetária que teve inevitavelmente consequências políticas, económicas, sociais e culturais em todas as sociedades, com repercussões diversas.
Face a esta problemática, o papel da Educação e dos sistemas educativos, devem ser orientados no sentido de continuar a apostar numa aprendizagem de saber e “saber fazer” (Delors, 1996) de forma reflexiva, criativa, dedutiva e relacional e de uma formação ao longo da vida, através de uma aposta na melhoria das capacidades e competências profissionais dos indivíduos.
Através da educação, a economia de um país pode-se alterar substancialmente se o Estado investir na educação de qualidade e não de quantidade, adaptando-a a uma sociedade mais exigente e competitiva.
Comentários pessoais
As TIC encontram-se ao serviço da educação e a nossa comunidade educativa comprova esta realidade educacional. Infelizmente nem todas as culturas tiveram e ainda hoje não tem, a oportunidade de aceder e usufruir dos benefícios da sociedade do conhecimento digital, embora se fale em globalização e de vivermos numa “Aldeia global”. Basta lembrarmo-nos de Malala Yousafzai quando disse: “Uma criança, uma professora, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”. Quantas crianças vivem em culturas que não acompanharam e não acompanham a sociedade do conhecimento? Delors (1996),aborda com insistência esta problemática através do “Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre a Educação para o séc. XXI”. O autor demonstra o quanto ficou evidente a diferença entre culturas pobres e ricas e a necessidade de se investir na educação e renovação dos sistemas educativos.
É esta ideia do “global” que me interrogo quando surge a discussão sobre Educação. A adequação, atualização e inovação das políticas educativas e o papel que a Educação e consequentemente os Sistemas Educativos devem ter na (re) construção de uma comunidade educativa que deve trabalhar em conjunto e de forma coerente e coesa (sistema) para contribuir para uma sociedade mais esclarecida, mais desenvolvida e justa.

Autor da Ficha: Helena Furtado
Data: 20 a 26 de outubro

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