sábado, 8 de novembro de 2014
Ficha de Leitura 2
Autor : Ramos, Conceição Castro
Data: 2007
Título: Aspectos contextuais dos Sistemas Educativos.
Fonte: Lisboa: Universidade Aberta.
Ideias Principais
A educação tem como objetivos primordiais o desenvolvimento, a socialização, integração e inclusão do ser humano. Para atingir estes objetivos, necessita de reformular sempre que necessário, as suas políticas educativas, no sentido de acompanhar as transformações que se operam na sociedade, nomeadamente as transformações económicas e tecnológicas que ocorreram na segunda metade do Séc.XX. O crescimento económico e o progresso tecnológico foram galopantes e a sociedade não conseguiu acompanhar esta mudança e consequentemente a diferença entre progresso e desenvolvimento humano, transformaram-se numa triste realidade, principalmente nos países menos desenvolvidos e onde não se vislumbra, ainda nos dias de hoje, um investimento na educação e na atualização permanente dos seus sistemas educativos, no sentido de acompanhar o progresso e conferir competências intelectuais e cognitivas à sua sociedade. Um outro aspeto que ainda aflige certas culturas, e que é o resultado da falta de literacia, é a diferença de oportunidades entre homens e mulheres nos vários sectores da vida em sociedade. Todavia, a chave para transpor esta desigualdade encontra-se na educação pois, é através dela que o desenvolvimento humano se realiza e concretiza, ao dotar o homem das “ferramentas que lhe permitirão controlar o seu próprio desenvolvimento” (Ramos, 2007) para “modelar a sua vida e participar na sociedade” (Ramos, 2007).
Naturalmente que a Educação e todo o Sistema Educativo terão de continuar a apostar numa política educativa de flexibilidade e adaptação social, económica, tecnológica e cultural para implementar um sistema educativo que aposte na “imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa, entre outros aspetos” (Ramos, 2007). Centrar a aprendizagem no “saber fazer” é imprescindível nos dias de hoje, assim como despoletar o cidadão para exercer os seus direitos e cumprir com os seus deveres de cidadania.
O sistema de ensino português não pode se alienar desta mudança a nível social e deve apostar em projetos educativos, na formação ao longo da vida, na formação profissional em todos os seus diferentes níveis de aprendizagem, desde o Pré-escolar ao Ensino Superior, para que deixe de “existir uma fratura entre a sociedade e o sistema educativo” (Ramos, 2007).
Comentários pessoais
A Educação, como entidade formadora responsável em grande parte pelo desenvolvimento e integração do cidadão na sociedade e no mundo global, necessita da colaboração de todas as forças vivas da sociedade. Por outro lado, deverá também reorganizar-se no sentido de diversificar as áreas educativas, reformulando os seus conteúdos para que possam adaptar-se a novos saberes e à constante atualização do conhecimento, dos problemas do mundo de hoje e num horizonte de globalidade e de futuro para acompanhar e participar na evolução tecnológica, sabendo usá-las e adaptá-las a cada realidade de uma forma consciente e equilibrada.
Autor da Ficha: Helena Furtado
Data: 20 a 26 outubro 2014
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