domingo, 30 de novembro de 2014

TEMA 2

Ficha de Leitura 8
IDEIAS PRINCIPAIS
A educação “ é a principal causa do diferencial de riqueza entre nações e a mais poderosa alavanca de inconformismo perante a “fatalidade” da pobreza pessoal” (Carneiro, 1994, p. 9), a completar esta linha de pensamento e segundo o mesmo autor” A educação é o caminho que melhor emancipa o ser humano da mais abjeta manipulação seja por via dos símbolos, seja pelo apelo continuado aos instintos mais rudimentarmente negativos” (Carneiro, 1994, p. 9). De facto, é através da educação que o homem conseguiu transpor as barreiras políticas, económicas sociais e culturais que têm atravessado os séculos nas suas mais variadas fases de crescimento. Este fenómeno não aconteceu e acontece apenas ao nível da Europa, com as suas revoluções e guerras, como também, um pouco por todo o mundo, com tempos e atuações bem diferenciadas, assim como, com um crescimento ou estagnação característico e ou peculiar de uma forma de pensar e de atuar de determinadas culturas mais enraizadas nos seus hábitos e costumes culturais. Embora, com um presente um pouco por todo o mundo com muito para investir na educação no sentido de a fazer despertar e emancipar-se através da educação, há quem “vislumbre uma sociedade multifacetada e pluridimensional sustentada em três pilares: “A sociedade de Risco, a Sociedade ativa e a Sociedade Educativa”. A sociedade de risco, tal como o nome indica, está aberta à mudança de comportamentos e atitudes através de uma postura de atuação estratégica e de espírito empreendedor, cortando as amarras à mentalidade de assalariado e adotando posturas mais arrojadas de empregabilidade.
 Na sociedade ativa, considerada como uma utopia para o século XXI, prevalece a ideia de um envolvimento e participação da comunidade na sociedade como um direito adquirido. Becker caracteriza esta sociedade em 3 tempos que englobam a vida de um ser humano: o tempo de educação/formação, denominado de investimento, o tempo de produção e o tempo de lazer.
Na sociedade educativa, esta encontra-se fortemente direcionada, como é expectável pelo próprio nome, para o paradigma humano e investimento cultural. A escola é o centro de formação e de desenvolvimento por excelência. O professor é um agente cultural que proporciona a mudança e a inovação e é igualmente o facilitador e orientador das aprendizagens.
O Sistema Educativo proporciona uma educação básica de qualidade para todos, assim como de fazer prevalecer uma sociedade educativa baseada nos valores de equidade, justiça social, igualdade entre outros.
Naturalmente que que este novo paradigma educacional baseado na adaptabilidade e flexibilidade é muito mais apelativo pois aposta no capital humano e no investimento na educação, criatividade e eticidade e não é não de transcendente se considerarmos que o Sistema Educativo é um conjunto de meios que possibilitam o direito à educação que está contemplado na lei como um direito de direito
CARNEIRO, R. (1994). A evolução da Economia e do Emprego. Novos desafios para os Sistemas Educativos no dealbar do Século XXI. Disponível em http://www.cursoverao.pt/c_1995/RCar-01.html.

Comentários pessoais
A integração da escola na sociedade é fundamental, na medida em que o objetivo do ensino não pode ser apenas de crescimento económico, mas também, de aposta no desenvolvimento humano, para que todos possam ter a oportunidade de se sentirem pessoas ativas e fazendo parte integrante da sociedade, ajudando-a a evoluir através do potencial humano e não de uma economia que gere/comanda o homem, como tem vindo a acontecer ao longo da história do ensino/aprendizagem. A contrariar esta tendência, Delors (1999), apresenta uma proposta educativa aliciante para o séc.XXI em “Os 4 Pilares da Educação”. É uma forte aposta nos valores que devem prevalecer em todos os caminhos que orientam à nossa formação/educação, daí a necessidade urgente de se mudar o paradigma da educação e olhar o capital humano como o motor para o desenvolvimento sustentável das sociedades e para uma cultura multicultural de respeito para com o “outro”.
Helena Furtado


Sem comentários:

Enviar um comentário